quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O Tempo Não Pára...

Se lembram da minha bromélia imperial que estava começando a florir?
Olhem que beleza... as gotas de chuva parecendo cristais...

Não parece uma árvore de Natal?
Pena que essa flor é um sinal de despedida...um último aceno...
Ela se prepara com capricho, soma todas as suas forças, se embeleza esplendorosa...e sua única florada é seu ritual de despedida...
Depois disso, ela irá morrer...
Sinto uma certa tristeza ao vê-la assim, tão linda e, no entanto, anunciando a sua morte.
Penso em como o tempo tem andado rápido demais, fugidio demais...vejo as semanas se sucedendo numa velocidade espantosa....parece que ainda outro dia era natal e já é natal novamente...Os dezembros se acumulam, quase que um atrás do outro...a sensação é de que o ano passou e tudo continua exatamente igual...como se hoje ainda fosse ontem.
O tempo é implacável, pois a cada minuto, a cada segundo imperceptível, ele já passou...já nos tornamos um pouco mais velhos e quantas coisas deixaram de ser feitas.
Quantos desejos se perderam no caminho, quantas estórias deixaram de ser contadas, quanto tempo perdi com coisas inúteis...
Não quero parecer melancólica, não sou uma pessoa que se deixa abater pelas circunstâncias, mas penso muito, penso tanto, que às vezes dói...e sinto como se a tristeza habitasse no fundo de mim, mas tão fundo, que às vezes sinto vontade de mergulhar nela e bater com os pés na areia dessas profundezas...preciso fazer isso, pra poder dar impulso, reunir forças, pegar fôlego e, voltar.




quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ok, Eu Me Rendo!


Entreguei os pontos...não consegui resistir a meu amor atávico pelo Natal...
E, por incrível que possa parecer, Eu pintei meu presépio!
É, isso mesmo, vocês não leram errado, pintei meu presépio, quando ainda era católica...
E, para horror de meus amigos crentes, pintaria de novo, quantas vezes fossem necessárias, pois acho lindo o simbolismo do presépio e tudo o que ele representa...
Alguém aí deve estar pensando: "uma herética pintando presépios...quanta hipocrisia..."
Não me considero nem um pouco hipócrita...vários pintores, músicos, escultores, em todos os tempos, construíram igrejas, templos, pintaram telas e tetos, esculpiram santos e deuses por encomenda, não porque fossem religiosos, mas por acreditarem que a beleza transcende as crenças humanas...E também, claro, por uma boa recompensa ou para agradar a seus mecenas...
Eu, não tenho mecenas, nem tampouco engordei minha conta bancária, pelo meu presépio e por todos os outros que pintei à época...ao contrário de tantos estrupícios metidos a dar lições de moral nos outros, que a cada vez que pronunciam a palavra deus, jesus ou senhor, ouvem o tilintar das moedas dos pobres e crédulos, caindo em suas caixas-fortes....

Natal pra mim, simboliza a possibilidade de renascimento...a esperança de que sempre é tempo de ser melhor, de aceitar o outro, de que podemos transformar o mundo, transformando primeiro nossas vidas...simboliza o amor que devemos ter ao nosso irmão, ao nosso próximo, independente de religião ou crença... Significa perdão...aos outros e também a mim mesma.. me perdoar pelas minhas falhas, pelos meus erros, pelos meus tropeços...
Natal deveria significar ética, honestidade, respeito...mas isso, não se aprende com qualquer um, nem em qualquer lugar...isso vem de dentro, carregamos conosco a semente e podemos melhorar através do exemplo que viermos a receber em casa, na cidade, no país...
Religiões e países sem ética, sem escrúpulos, não podem dar exemplos bons aos futuros cidadãos e cidadãs...aos seus seguidores e seguidoras, a seus fiéis...
Semana passada li a crônica semanal que o Arthur Dapieve escreve no jornal O Globo, na qual ele falava sobre a tolerância religiosa...tolerância essa, que ele, como ateu, não recebe. Ele conta que quando se diz ateu, há duas reações, ambas desagradáveis: ou se afastam, como se ele fosse um endemoniado, ou o tratam como um pobre coitado que ainda não teve a revelação.
E, como eu mesma já falei aqui antes, ele diz que se considera uma pessoa do bem, e que não aje assim por temor ou castigo divino, mas por ser a coisa certa a se fazer.
E, denuncia que, ser ateu no nosso país, pode ser tão difícil quanto se revelar homossexual. Muita gente, continua dentro do armário, com receio de ser discriminado, tamanho é o preconceito...
Cadê a religião numa hora dessas? Cadê o respeito à diferença tão propagandeado pelas igrejas da vida?
Hipocrisia...é essa a palavra, quando as coisas são muito bonitas pra se falar, mas não pra usar...
Bem, mas voltemos ao Natal...minha Cléo, minha duende ajudante desse ano, igual pinto no lixo, no meio dos enfeites...adora ficar deitada no meu tapete felpudo...
Meu DNA natalino falou mais forte, enfeitei a casa toda e, estamos conversados...
Quem quiser que se ofenda, quem não quiser, ótimo...
Quem me entendeu pode se tornar meu amigo...e quem não me entendeu, quem não quer ter amigo assim, sou eu...
Um Natal feliz pra todo mundo e, por favor, tolerância e respeito...mas quem sou eu pra ensinar isso a quem não teve a chance ou a vontade de aprender?









Um Filme Imperdível...

Gente, hoje resolvi dar a dica de um filme que todo mundo com um mínimo de sensibilidade deveria ver... Conversas com o meu Jardineiro, um filme francês, com dois atores magistrais...
Não pensem que é daqueles filmes-cabeça, chatos e que dão sono...Não!
É um filme sobre a amizade e como, apesar das diferenças, no final, somos tão iguais uns aos outros, nas paixões, amores, sofrimentos...
E como a vida é simples, nós é que a complicamos...
Aprendi, (talvez sozinha, ou talvez esteja no meu DNA) a ver beleza nas coisas simples...talvez, por isso, tenha me identificado tanto com esse belíssimo filme...
Tem mais de um mês que o assisti, mas como dei essa dica para uma amiga muito querida, resolvi dá-la também a vocês todos que vem me visitar aqui.
Espero que concordem comigo.
Beijos!



terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A Dona do Mundo

Se eu pudesse ser menina de novo,
brincaria de roda até ficar zonza.
Ia pular e subir nas árvores que eu nunca pude,
e nadaria nos rios que eu nunca tive.
Andaria sem sapatos na grama
e sentiria o calor da terra nos pés descalços.
Se eu pudesse ser menina de novo,
ia modelar com minhas mãos de criança,
o barro do chão e o meu mundo.
Vestiria meu uniforme azul e branco,
e, sentada no chão comeria merenda.
Ia chorar à toa,
deixar meu nariz escorrer.
Se eu fosse menina de novo,
ia encher meus pulmões,
com o cheiro doce das frutas,
da alfazema e dos jasmins.
Ia guardar no meu corpo,
as essências, os perfumes,
e nunca mais me esqueceria deles.
Se eu fosse menina outra vez,
brincava com minhas bonecas,
fazia comidinha com folhas,
ia me esconder, ia cirandar.
Atirava o pau no gato,
mas o gato, não morria.
Vestiria os sapatos da minha mãe,
brincava de gente grande.
Se eu pudesse ser menina de novo,
comeria morangos com creme
até dar dor na barriga,
minha casa ia ter pomar e quintal.
Meus pais seriam sempre jovens
meus irmãos, sempre crianças.
E eu, na minha meninice,
com a sabedoria que só as crianças tem,
seria então,
a dona do mundo.





segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Encontros e Desencontros...

Hoje, passando por vários blogs amigos, coincidentemente, vários falavam sobre relacionamentos amorosos... Encontros e desencontros, decepções, expectativas, fidelidade...
Homens e mulheres são seres tão totalmente diferentes, que, sinceramente, não sei como foi possível a Natureza conseguir que nos apaixonássemos uns pelos outros...Talvez, tivesse sido mais fácil se as fêmeas só se enamorassem das fêmeas e os machos dos machos...
Mas, como a Natureza adora um desafio, resolveu que os opostos se atraíriam, em 90% das vezes...
Já pensaram como seria mais fácil ter filhos? As duas fariam um revezamento, em cada gestação uma carregaria a barriga e a outra, tranquilamente, esperaria a próxima vez para embarrigar...
E, na hora de se vestir?
_"Querida, me empresta esse seu vestidinho azul?"
A outra, sempre teria paciência para esperar e não ficaria nos apressando na hora de nos embonecarmos pra sair...
-" Vai meu amor, passa mais rímel e mais blush, você ainda está muito pálida".
Afinal, a gente não se veste é uma pras outras mesmo?
Homem lá repara se o vestido é novo ou de 15 anos atrás?
E celulite? As duas teriam, ótimo!
Mas o que faríamos sem esses doces trogloditas que nos acompanham resmungando ao shopping?
O que seria de nós sem esses meninos grandes chorando e quase desmaiando na hora do parto?
Como faríamos sem essas meigas criaturas que não sabem o que é celulite, photoshop ou peito de silicone?
Ao longo da vida, quantas e quantas vezes nos encontramos e desencontramos com o mesmo homem?
Quantas vezes choramos à noite, cabeça enfiada no travesseiro, loucas pra que ele nos ouvisse, enquanto ele roncava o sono dos justos?
Infidelidades? Não sei...
Traições? Acho que não...
Quantas vezes desconfiamos de um telefonema ou de uma mancha estranha na camisa?
Por quantas vezes sofremos caladas a incompreensão e a falta de diálogo?
Confesso, já senti tudo isso...e, creio que não há mulher sobre a face da terra, que um dia não tenha tido ciúme, desconfiança, desprezo, ódio, amor louco, paixão total...tudo, todos os sentimentos pelo homem com quem convive.
Quantas de nós, já não nos arrependemos de ter amado um só, de ter aguentado mau humor, por vezes, grosserias?
E, quantas de nós, não nos derretemos quando, depois de uma briga, ele chega com um ramo de flores e olhar de cachorrinho abandonado?
Amor é isso...é encontrar e desencontrar, perder e achar, amar e desamar, a mesma pessoa, milhões de vezes, pelo resto das nossas vidas...


Almoço - Continuação

Eu, com o olho fechando por causa da claridade, e meu namorido...
Enfiando o pé na jaca...mousse com sorvete, mereço, né? ( e o furo da punção...)
Tô gordinha....ui....
Sobrinhos, filhoto, genrinho e sobrinha.


As crianças trocando os presentes... como tem menino nessa família gente!

Bem, foi isso pessoal, queria dividir com vocês, a nossa felicidade de ontem...
Ano que vem tem mais...






O Almoço

Filha linda com o namoradão...
Meu marido e meus filhos

Minhas sobrinhas queridas e afilhada com minha filhota


A mulherada e eu, sentada, de vestido estampado


O almoço foi ótimo...bobó de camarão, arroz, salada, tábuas de frios, empadão de frango e de sobremesa, mousse de chocolate com sorvete de creme, torta de nozes e pudim de leite.
Todo ano eu contrato um rapaz, nosso conhecido, que é barman e ele prepara ótimas caipivodkas...teve de caju, morango, abacaxi, limão, tamarindo....cerveja, refrigerante...fiquei preocupada porque o povo da família adora uma birita, e aqui tem tido Lei Seca direto, por causa da proximidade com as praias...mas até que esse ano o povo foi com calma e ninguém exagerou...eu só tomei 3 de caju, que é a minha preferida....portanto hoje, nem de ressaca estou.
Foi muito divertido...meu marido, feliz da vida, com os irmãos e a sobrinhada toda....Entre adultos e crianças, éramos 33 pessoas...
A criançada se divertiu na piscina e não deu trabalho...fez um dia ótimo, não choveu e estava um mormaço gostoso...depois até saiu um solzinho e pudemos aproveitar bem o dia lá fora.
Nosso amigo oculto é muito divertido, pois a gente faz um rouba rouba: fazemos um sorteio com o número de pessoas presentes (o das crianças é separado), colocamos todos os presentes na mesa, quem tira o número um , escolhe um presente, o segundo escolhe outro, mas, se o primeiro gostar mais do presente do segundo, pode roubar o dele e ele, então fica com o do primeiro, e assim vai...cada um só pode roubar, se não quiser o seu, uma vez e na sua vez...quem se dá bem é o último, porque todo mundo já abriu todos e pode escolher o melhor...deu pra entender?
Foi muito engraçado esse ano, pois uma das minhas cunhadas foi numa sex shop e comprou um abridor de garrafas em forma de***** e um ####pra colocar na latinha de cerveja e beber por ele...foi uma gargalhada geral, quando meu cunhado, que é todo sério tirou esse...
Meu marido fez um discurso emocionado e emocionante sobre a alegria de ter a família reunida aqui em casa, do prazer de ver seus sobrinhos e sobrinhos-netos...todo mundo chorou, se abraçou e, no final, valeu o cansaço, a trabalheira...pois sei como isso é importante pra ele...como ele fica feliz e renovado com esse almoço todo final de ano.
Coisas assim é que fazem a vida valer a pena!
E mesmo num ano muito complicado pra nós, ao ver a família reunida, com saúde, alegre por estar junta, brincando e comemorando, senti uma imensa gratidão por estar viva e por, apesar dos percalços, poder brindar à alegria.
Como diz meu irmão e amigo Ricardo Calmon: Viva a Vida!





sábado, 5 de dezembro de 2009

Yupiiiiiii!!!!!! Feliz e Atarefada!

Queridos e queridas: Estou atrapalhadíssima fazendo as coisas para nosso almoço natalino de amanhã, mas passei aqui correndo pra dizer que o exame foi ótimo...não era o bicho de sete cabeças que imaginei, nem doeu...só a picadinha da agulha da anestesia.
O médico, competentíssimo, brincalhão, me deixou bem à vontade e relaxada...
Não era nódulo, era um cisto, e ele aspirou inteiro...me disse que tem 98% de probabilidade de ser benigno!
Portanto, não vou precisar fazer cirurgia!!!!!
Yupiiiii!!!!!
Agora, é esperar e daqui há 10 dias a biópsia fica pronta.
Mas, agora estou bem mais tranquila...
Obrigada a todo mundo que pensou em mim com carinho e me mandou energias boas!
É nisso que acredito, no poder das boas vibrações, no amor que partilhamos e na amizade verdadeira.
O resto, ah, o resto é resto....
Beijos, segunda eu volto, talvez de ressaca, mas cheia de novidades...


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Gratidão...

Agradeço a todos vocês, meus queridos, que me trouxeram tanto aconchego e palavras carinhosas.. E até você, anônimo, que, talvez tentando me agredir, de forma irônica, me mandou chamar o Chapolin Colorado, para me salvar, já que não creio em Deus...Até a vc mando esse café com flores..e, te perdoo...Porque acredito na grandeza do ser humano, apesar de tudo. Porque acredito que palavras, mesmo as ditas por vc, que nem assinou seu nome, não podem me atingir, de maneira alguma...porque, depois que tudo passou, fiquei com uma profunda piedade do pobre infeliz que invadiu minha casa, nu, esfolado, cortado, drogado, fugido...me arrependi até de não ter tido coragem de ir lá fora e lhe dar um copo dágua e perguntar porque veio parar na minha casa...Não preciso de nenhum deus a quem pedir socorro...não preciso de nenhum deus pra eu ter humanidade e piedade em mim...Sei perdoar, sei pedir perdão e, mais que tudo, sei ter piedade por quem merece pena...E você caro amigo/a? Qual é a religião que você pratica? A do deboche, a do escárnio por quem sofre, a da falta de solidariedade pelo seu irmão de humanidade? A da falta de sensibilidade pelo sofrimento dos outros?
Eu te perdoo, em meu nome, e não no nome desse deus em que você deve acreditar. Deve ser o mesmo deus pra quem aqueles políticos do DF rezaram quando receberam o dinheiro da propina, não é?
Aos meus amigos, meu abraço de carinho e afeto nessa madrugada de chuva...desejo a todos que fiquem em paz.
Meu café com flores dessa madrugada está cheio de perfumes para vocês...


Impotência!

Gente, nem sei como começar...estava escrevendo no computador, quando ouvi vozes no jardim atrás da minha casa...uma voz de homem parecendo bêbado, dizendo que queriam matá-lo...gritei pela minha secretária e ela achou que não era aqui, mas eu sabia que era...quando olhei, um homem negro, só de short estava a dois metros da minha janela, todo cortado pela cerca...
Eu moro num condomínio na região oceânica de Niterói, cercado pela reserva florestal Parque Darcy Ribeiro...minha casa tem reserva ao fundo...nunca imaginamos que um dia, algma favela ou bandidos se aproximariam...
Já houve alguns casos de assalto em casas daqui, sempre vindos pela mata...é uma mata fechada...só que hoje em dia quando vemos pelo google maps, constatamos que as favelas estão nascendo dentro da reserva...
Bem, estou tremendo tanto, mas tanto...quase infartei, liguei para a portaria, eles chamaram a polícia, que demorou mais de 20 minutos para chegar....e o homem lá, sentado debaixo da minha jabuticabeira...doidão...eu ainda falei com ele...perguntei de onde ele era ele me disse que era trabalhador e estava fugindo de bandidos do Rio que tinham tomado conta da favela onde ele mora e perseguido ele pra matar...
Por minha vida, eu tremia tanto...tanto, não sabia mais o que fazer...se ele estivesse com uma arma, teria entrado na minha casa com a maior facilidade.
A plícia chegou, pegou ele, colocou no carro e foi embora...10 monutos depois o porteiro me diz que ele tinha a ficha limpa e que estava fugindo mesmo...
Bem, primeiro, como ficha limpa, se ele nem documentos tinha? Estava descalço, sem camisa, só de short, doidão de drogas...
Deve ser mentira, devem ter chegado lá fora e soltado o infeliz...agora, meu medo é: e se ele for olheiro? Se ele veio só pra ver por onde era fácil de entrar?
Estou em pânico...como se não bastassem todos os meus problemas...ainda mais esse...
Já tinha mandado email pro RJTV, pro jornal O Globo, pra Polícia Florestal e atá hoje não obtive nenhuma resposta...
A sensação de impotência, de invasão de privacidade, do seu bem maior que é sua casa, conseguida com muito trabalho...aonde chegamos...o que será de nós?
Estou tão desesperada e nervosa que minhas mãos tremem no teclado...
A gente, de bem, não pode invadir um milímetro da mata, que vem logo o Ibama multar....mas favela e bandido podem...
O que será de nós?????Quem irá nos proteger????
Sensação horrível de impotência total!



Lembranças e Divagações...

Tenho me lembrado muito de meus Natais da infância...acho que esse é um sinal de que a idade vem chegando....rsrsrs
Tenho lembrado de coisas, que na época, me pareciam tão sem importância, mas que hoje dão uma saudade enorme dos Natais em família...
Meu pai era filho e neto de italianos e, me ensinou a fazer sanduíche de figo seco com nozes...abria o figo, enchia de nozes e comia...e me ensinou a apreciar essa maravilha, que delícia...
Outra coisa que não faltava na minha casa eram os pastéis de Natal, cuja receita não sei a origem, mas meu pai fazia questão de saboreá-los todos os anos...Eram feitos com massa de pastel comum, recheados com uma massa de figos, nozes, avelãs, passas...depois eram fritos e passados no açúcar com canela, depois, colocados em camadas, bem arrumadinhos numa lata e regados com bastante mel...E assim ficavam guardados por umas duas ou três semanas antes do Natal.
(Vou procurar saber se minha irmã tem a receita e depois prometo postar aqui). E as rabanadas? Também não faltavam...pois meus avós maternos eram portugueses e, minha mãe, seguia a tradição...
Reminiscências não são 100% confiáveis, pois muitas coisas acabam sendo fruto da imaginação da gente...mas vamos continuar com esse meu mergulho no passado...
Natal, na minha casa era uma festa da família. Tinha muita alegria, mesa farta, e geralmente, meus padrinhos e meus tios, padrinhos de minha irmã passavam com a gente...então a casa ficava cheia, iluminada e cheia de sons e cheiros bons...
Pernil assando...pastéis com mel...rabanadas...como me lembro desses aromas!
Aliás, o aroma do Natal é único...não há nada que se compare com seus perfumes de especiarias, nozes, cravos, canelas, assados...e a esses aromas, vem se juntar os perfumes de infância...cheiro de boneca nova...dos papéis de presente, até a árvore tinha cheiro de Natal...
Como era bom ir dormir achando que iamos conseguir esperar o Papai Noel...que iamos surpreendê-lo colocando os presentes no sapatinho que deixávamos na beira da cama...
Nunca conseguíamos, claro...e, no dia seguinte, quanta alegria ao ver o presente sonhado ao pé da cama...
Não sei porque tendo amado tanto o Natal, de uns 5 anos para cá, ando tão desanimada...
Será que é a vida que tenho levado que fez isso comigo?
Será que é o fato de meus filhos agora, serem adultos e o Natal ter perdido a magia?
Lembrar de todo o ritual de antes do Natal na minha casa, me dá uma imensa saudade...todos os preparativos e a espera pelo grande dia, me dão uma nostalgia...
Domingo agora, aqui em casa, haverá o almoço de Natal com a família do meu marido...a casa vai ficar cheia de crianças, vai ter amigo oculto rouba-rouba, que é muito divertido, e hoje e amanhã vou estar envolvida com os preparativos...
Amanhã, também é o dia do meu fatídico exame (biópsia da tireóide)...
Quem quiser me mandar energias positivas, agradeço de coração...
Quem sabe depois desse almoço eu me anime e enfeite a casa toda e recupere meu antigo amor pelo Natal? Amor esse, que acho, continua aqui, escondidinho, em algum lugar dentro de mim...
Beijos a todos.





quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Amizade

Depois do post baixo astral aí de baixo, vou fazer uma coisa bem bonitinha...
Primeiro, essas flores são pra minha querida Vivi pelo seu niver hoje. Ela foi uma das primeiras amigas que fiz no blog e é uma pessoa muito especial.
Vivi, essas são pra você com todo o meu carinho! Parabéns, amiga, seja feliz!



Agora, quero deixar de presente pra todos os meus amigos, amigas e leitores aqui do blog, que tem me acompanhado, com persistência e fidelidade, mesmo às vezes, não concordando com todas as minhas opiniões, essa frase que recebi ontem e que considero a síntese do que é um verdadeiro amigo.
Deixo-a pra todos vocês, com todo o meu carinho e gratidão.

" A gente não faz amigos, reconhece-os".



Espalhe Essa Mensagem!

Por mais que eu evite falar em política, chega uma hora em que o assunto grita por mim!
Será que mais uma vez, não vai dar em nada?
Acho que sim...Tem alguém do mensalão do Lula preso? Onde está o Zé Dirceu? Na cadeia é que não é...
E o Marcos Valério...o Delúbio....o Genoíno?
Onde anda o Maluf? Olhem bem onde o Collor está sentado...o Sarney....a corja toda que vem se perpetuando no poder desde os tempos da ditadura...
Até quando vamos ser vilipendiados, roubados na nossa cara?
Até quando vamos endeusar um homem que sempre minimiza as podridões que nascem como praga, todos os dias no seu governo?
Até quando vamos olhar pra esses caras de pau que em vez de usar creme de barbear, usam óleo de peroba nas fuças?
Até quando vamos continuar elegendo esse bando de ladrões? Não se salva um, nem partido, nem político...Se é que se pode chamar aquela quadrilha que manda no país de políticos...isso é até elogio...o que eles são é canalhas da pior espécie...
E ainda oram a Jesus dando graças...ô raça....


Acho que a solução é essa...Vamos radicalizar: ninguém vota, ou anula o voto...vamos fazer a cabeça das pessoas menos esclarecidas que trabalham conosco ou que conhecemos...
Duro vai ser convencê-las de que não é ganhando bolsa-esmola que vão ascender socialmente, que não é tendo ticket gás que vão melhorar de vida...
Mas, vamos fazer nossa parte...não adianta só reclamar e não fazer nada...
Vamos começar a agir nas próximas eleições, mas desde já, passando essa mensagem pra todo mundo que quer sim, um país mais justo, com justiça social, igualdade de direitos, oportunidade, emprego, comida na mesa e o direito de ir e vir, sem medo de um assassinato a cada esquina...
Nós é que os elegemos...nós também podemos tirá-los de onde os colocamos!


P.S. E ainda ficam indignados com a piada, de mau gosto sim, do Robin Williams, afinal, essa não é imagem que vendemos lá fora? E, já estamos tão acostumados com a violência e a baixaria, que já nem vemos mais o que acontece, todos os dias, debaixo dos nossos narizes (sem trocadilho)...
Putas, drogas, favela - cult, funk do mais baixo nível, esfregando sexo na cara das crianças, cocaína, crack, helicótero explodindo, caminho do aeroporto metralhado todos os dias?
"Isso aqui ôô..., é um pouquinho do Brasil, iaiá"
Sem hipocrisia, please...




quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Brincando Com Letrinhas

Ela era diferente...enquanto as outras crianças brincavam de boneca, ela brincava com as letrinhas...

Achava graça no Ç, tentava puxar seu rabicho...esticava o S até quase arrebentar...com o T imaginava uma borboleta, punha-lhe duas asas e o soltava da janela... pendurava o F num fio, e saía para pescar...

Não era uma criança como as outras...sua brincadeira preferida era brincar com as palavras...AMOR virava ROMA. AMORA se transformava em AROMA. Da MALA surgia a LAMA...a ALMA...
E assim, passava as horas, passava os dias, nesse passatempo de brincar sem brinquedos...
Até que um dia percebeu que se juntasse as palavras, elas íam lendo os seus pensamentos e formando frases e foi escrevendo tudo o que lhe vinha à cabeça...
A princípio, elas lhe obedeciam e ficavam no lugar...sujeito, predicado, objeto...depois de um tempo, foram se rebelando e se encaixando do jeito que queriam.
Elas saíam de uma tal maneira aos borbotões, uma querendo passar a frente da outra, cada uma com mais pressa de ser escrita...afobadas, nervosinhas...
Então, seus pensamentos foram tomando uma forma jamais vista antes, eles fluíam como água em cascatas, em torrentes...e elas, as palavras, íam se arrumando no papel, se colocando em fila, dando ordem, dando ordens...elas é que comandavam, elas sim, decidiam...
Um dia, quando deu por si, não tinha mais nenhum poder sobre elas...o T não virava mais borboleta, nem o F um anzol...
E, nesse dia, então, viu que não era mais a menina que brincava com letrinhas... perplexa, descobriu que tinha virado poeta...





terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Ao Meu Filho

Que a Vida te proteja, meu filho
de todas as tempestades
de certos mares bravios
e dos navios fantasmas.

Que o leme seja leve
no barco do teu destino
e que as ondas só te levem
aonde desejares ir.

Que a Vida te proteja, meu filho
de todos os sudoestes
de certos ventos que sopram
e carregam com as verdades.
Que a sua estrada seja bela, clara, verde, sem atalhos
e que a brisa te acompanhe
sussurrando um acalanto.

Que a Vida te proteja, meu filho
das armadilhas,
do medo,
das mentiras, dos enredos
das tramas, dos nós, das cordas.
E que as cordas que tocares
virem música em tuas mãos
e que as redes sejam tranças,
sejam fios perfumados
te enlaçando em seus abraços.

Que a Vida te proteja meu filho
De tudo o que é mal do mundo
De tudo o que é ruim e sórdido
De tudo o que é triste e falso.

Que a Vida só não te proteja
do Amor.
Desse sentimento
que é o mais doce
e o mais bonito,
mas que quando chega carrega
tudo o que vê pela frente
e transforma a brisa calma
em terrível vendaval.
Que leva o barco pra longe
e arranca âncora e leme
lá, do mais fundo de nós.

Que a Vida te abra bem o peito
e te abra bem os olhos
pra que possas enxergar
aquele amor verdadeiro
aquele que nos faz inteiros
depois de nos partir ao meio.

Que a Vida te faça também
cheio de amor por Ela,
de amor pela natureza,
de amor pelos animais,
de amor pelas coisas simples,
de amor pelas coisas frágeis
e que ele te dê força e fé
em seus ideais.

Para Gabriel, com todo o meu amor.

Escrevi esse poema para meu filho no aniversário de 5 anos dele, em 05 de junho de 1989.
Ele continua atual, pois não mudei uma vírgula do que escrevi há 20 anos.
E resume o sentimento de uma mãe que deseja, de todo o seu coração, que seu filho seja feliz.
Simples assim...








Meu Arquiteto!

Não podia deixar de comemorar com vocês: Meu filho querido e amado acaba de se formar...é o mais novo e lindo arquiteto do Brasil!
Entregou seu projeto final hoje, um projeto lindo e trabalhosíssimo...o Oceanário de Niterói...
Ficou tão lindo que parecia de profissional...
Estou tão orgulhosa e tão feliz!
Ele acabou de me ligar e me disse: Mãe, dá os parabéns pro seu novo arquiteto...
Fui a primeira a quem ele deu a notícia, fiquei tão emocionada que estou com os olhos marejados.
Ele sabe que mais do que ninguém, torço muito pra que ele seja feliz, realizado e que conquiste tudo o que deseja nessa vida!
Meu filho é uma pessoa especialíssima, rara mesmo...apesar de ser muito calado e na dele, é um jovem muito sensível e tem uma sabedoria ancestral...
Agora, é partir pra fazer o curso de pós que ele pretende no exterior e agarrar todas as chances pra ser um dos melhores em sua profissão...porque como ser humano, ele já é!
Beijos, meu amado, meu filho querido e, agora, meu arquiteto preferido!


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Não, Não Sou ET!

Sempre fui questionadora...perguntava tudo, tudo eu queria saber...
"Pai como é que faz isso?"
Doutor, porque tenho que tomar isso, o que esse remédio faz?
Mãe, porque não posso ir sozinha?"
Etc, etc, etc...
Nunca aceitei as coisas como chegavam pra mim, tinha que saber a causa, porque era assim ou assado.
Nunca acreditava nas coisas que me contavam se não me convencessem por A+B.
Um dia, minha mãe me colocou para ser fadinha, ou seja, aspirante a bandeirante...cheguei lá (era no pátio da Igreja que frequentávamos) com uma amiga e, quando me deram um livro, cheio de regras militares para estudar, decorar, já senti que não gostei...e ainda tinha que fazer fila, marchar e fazer tudinho que os milicos faziam...ah! pra que...fui embora na mesma hora e disse pra minha mãe que não ía mais...
Não me lembro mais o que ela disse...mas se insistisse, eu não iria...
Eu não era desobediente, mas tinha personalidade...isso, sempre tive...
Eu tinha que ir à missa todos os domingos, e ia, quase sempre, mas às vezes não estava à fim e escapava pra casa de alguma amiga...
E biquini? Minha mãe não deixava que nem eu nem minha irmã usássemos...dizia que era feio uma moça mostrar o umbigo...
Eu retrucava e dizia que se era por isso, eu colocaria um band aid no umbigo...
Ela não deixava...e o que eu fazia?
Saía de casa de maiô e trocava por um biquini na casa de uma amiga...e lá ia eu, feliz da vida pra praia ou pra piscina do Fluminense , clube do qual éramos sócios...Sem nenhuma culpa, nenhum remorso...afinal, não estava fazendo nada errado...
Nunca deixei de fazer nada que eu queria...se minha mãe proibia, eu fazia sem ela saber...
Várias vezes, minha mãe me disse: "Você é a única que me dá trabalho...tomara que case logo..."
Talvez, por isso, tenha casado tão cedo.
Fui criada ouvindo minha mãe dizer pra não demorar lavando muito "as partes" no banho...era assim mesmo que ela falava "as partes"...com certeza tinha medo que eu gostasse e descobrisse como era bom demorar muito "por lá"...Xô demo...coisa feia...pecado...
Com religião, sempre fui questionadora, e, como já falei antes, fui deixando de crer ao longo da vida, até que esse ano, foi definitivo: virei atéia...
Quando falo isso, as pessoas me olham como se eu fosse um ET...
Primeiro, acham que não ouviram direito...Depois, vem a catequese..."mas em Deus, você acredita, né?" Quando digo que não...me olham atônitas e começam o sermão...não adianta eu falar que não creio em nada, elas continuam argumentando..."mas olha, se não existisse um deus..." e por aí vai...e é aí que vejo que elas precisam se ouvir pra convencer a elas mesmas do absurdo que é crer num deus que vê o que cada formiga humana faz...que moramos num imenso Big Brother....Haja câmera!!!!
Acho que quando vou embora, elas dizem: "Coitada, essa aí vai queimar nas labaredas do inferno"...
Será que é por isso, que o fato de eu ser ateia, incomoda tanto os outros?
Acho que é por toca num assunto que nem elas mesmas tem certeza...
Juro, pelos meus 3 neurônios, que não faço mal a ninguém, sou legal, amiga, leal, justa...sei pedir desculpas, embora os ditos religiosos, nem sempre perdoem...
Não é porque não creio que sou uma demônia em forma de mulher...
O que está acontecendo é que estamos nos encaminhando para um retrocesso em todas as esferas, seja racial, religiosa, de costumes.
Enquanto a ciência caminha pro futuro, as religiões retrocedem ou empacam nas mesmas ideias retrógradas e infundadas de séculos e séculos atrás.
E, pra mim, o que é pior, as pessoas NÃO pensam, não raciocinam, simplesmente aceitam sem questionar, sem opinar, sem repensar...
Se alguém aí, tem dúvidas sobre as religiões, leia o livro brilhante de Richard Dawkins: Deus, Um Delírio.
Não foi esse livro que me fez ser ateia, mas ele demonstra por A+B que a probabilidade de deus existir é praticamente nula. E, como sou adepta de provas, ele veio corroborar o que eu já pensava antes.
Deixo aqui uma frase do livro:
"O Deus metafórico ou panteísta dos físicos está a anos-luz de distância do Deus intervencionista, milagreiro, telepata, castigador de pecados, atendedor de preces da Bíblia, dos padres, mulás e rabinos, e do linguajar do dia a dia. Confundir os dois deliberadamente é, na minha opinião, um ato de traição intelectual".
E, uma de Carl Sagan:
"...se por "Deus" se quer dizer o conjunto de leis físicas que governam o universo, então é claro que esse Deus existe. É um Deus emocionalmente insatisfatório...não faz muito sentido rezar para a lei da gravidade".

Acho esse livro altamente recomendável para quem acredita que ateus são de outro planeta.







domingo, 29 de novembro de 2009

Egoísta!

Gente, ainda não pude responder a todo mundo que me enviou comentários porque meu filho está usando meu computador, pois o dele pifou outra vez...prometo que essa semana respondo pra todo mundo...
Hoje, vou contar rapidamente (talvez, nem tanto...) uma coisa que aconteceu ontem:
Fui ajudar minha filha no Bazar (aquele do convite)...Chegando lá, o stand dela ficava do lado de fora da sala com ar condicionado...em suma, ficamos num calor de quase 40 graus, debaixo de um guarda sol, parecendo uma sauna...o suor escorria da cabeça pela coluna, indo parar na área vip...se é que vocês me entendem...
Alguém ofereceu um ventilador, mas tinha que buscar na casa dela...perguntou se eu poderia ir, mas o dito cujo era pesado, de ferro...eu teria que voltar andando...Eu respondi que não poderia, pois meus problemas de coluna não permitem, minha filha estava atrasada e arrumando suas roupas, além disso tinha gente com menos da metade da minha idade que poderia fazer isso...
A pessoa com menos da metade da minha idade foi, trouxe o peso pesado e.....tchan tchan tchan....colocou o dito virado para ela e somente ela....
Quando eu e minha filha sugerimos que ela o colocasse mais no alto para que todos usufruíssem do ventinho quente...ela não se fez de rogada...fingiu que não ouviu...
Minha santa paciência, nessa altura, estava por um fio...mas me segurei...não ia armar um barraco...ainda mais com o calor que estava...
Bem, minha filha vendeu pra caramba, mas teria vendido o dobro se estivesse mais fresquinho...muita gente nem quis experimentar as roupas por causa do calor...
O motivo de eu ter contado isso tudo pra vocês é o seguinte: essa criatura que fez isso é uma jovem de seus 20 anos...o que ela espera da vida e dos outros agindo assim?
Se eu ou minha filha é que tivéssemos ido buscar o troço, colocaríamos num lugar que fosse bom pra todo mundo, independente do peso...mas ela não...
Egoisticamente, por ter carregado peso sozinha, colocou a gente de castigo...
Pra onde caminha a humanidade?
E sabem o que ela vendia?
Bolsas ecologicamente corretas...
De que adianta, me digam???? De que serve ser "ecologicamente" alguma coisa, se não se tem solidariedade humana, um mínimo de respeito por uma pessoa mais velha, um pingo de ética e amor ao próximo?
Fica aqui meu registro...E tomara que ela leia!
Bom domingo folks!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Olhando no Espelho





Há muitos anos atrás, um amigo me disse que enquanto as outras pessoas da nossa convivência, eram arroz com feijão, eu era um prato exótico....
Os anos se passaram e, um outro amigo, um dia me disse: você é transparente, não consegue esconder seus sentimentos...
Há pouco tempo, uma outra amiga, quando soube que eu agora tinha um blog, me falou: você é uma pessoa
muito densa...
Até agora, pra falar a verdade, não sei direito o que eu sou...sou densa, transparente, um prato que foge à mesmice...o que as pessoas enxergam em mim?
O que eu mostro pra uns que não mostro pra outros?
Sou tudo isso junto, ou cada coisa separada?
Sou arrogante? Sou fácil de entender? Sou fácil? Difícil? Transparente? Densa? Sou caótica ou de simples leitura?
Acho que sou tudo isso...mulher de mil faces, de mil fases...Mulher que transgride, mas que também aceita.
Fêmea louca, mas também serena... Sábia e imatura...Carente e auto suficiente...
Não seremos todas nós, assim?
Não seremos, nós, todas as mulheres, um pouco disso tudo? Basta conhecer um pouco de nós mesmas?
Mas quem conhece a si mesma? Quem consegue se enxergar de fora, extra corpo, como numa fotografia?
Há alguma mulher capaz disso? Há alguma dentre nós, capaz dessa análise fria, de se olhar como se olha um espelho e ver através dele?
Como eu me vejo?
Como seria se eu pudesse me ver de fora, como seria me ver e me sentir como os outros me sentem?
Ao mesmo tempo, essa tarefa seria impossível, pois hoje sou uma, hoje estou bem, mas amanhã, como estarei?
Sou bipolar? Acho que sou muitas...Acho que sou todas...Sofro muito...Às vezes sou tão feliz!
Toda mulher traz dentro de si todas as possibilidades...nosso mundo é um mundo só nosso...intangível, inatingível...por isso é tão difícil que nos entendam...
Tem dias em que acordo monstro...quero me engolir, me aterrorizar, bicho papão de mim mesma...
Outros, acordo princesa...quero me enfeitar, me acarinhar, apaixonada por mim mesma...
Noutros ainda, sou sapo...detesto tudo o que vejo em mim, acho que fiz tudo errado, chuto meu próprio rabo...
Dá pra entender quem sou?
Será que alguém me conhece?
Sei lá...Só sei que apesar da dor, das perguntas, dos questionamentos...até que é divertido ser mulher...


Dedico esse post a todas as mulheres, que, como eu, adoram se olhar no espelho, e procurar...






quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Convite


Minha linda e talentosa filha vai participar de um Bazar de Natal muito bacana aqui em Niterói.
Esse é o convite.
Quem quiser e puder ir vai gostar.
Lá no blog dela tem fotos das coisas super legais que vão estar no Bazar... e a Ana do Mukifuchic, que está promovendo o evento, tem um blog lindérrimo com as coisas que ela faz.
Pra quem gosta de presentes e coisas diferentes, lá é o lugar certo pra fugir da mesmice...sem contar que as roupas lindas que minha filha faz, vão estar com precitos especiais!
Aproveitem e divirtam-se!





Feliz!






Gente, passei rapidinho pra dizer que estou feliz, emocionada, com o coração batendo descompassado!
Minha amiga Cris do blog http://www.cantodecontarcontos.blogspot.com/ postou 2 contos meus hoje!
O primeiro escrevi por volta dos 16 anos, o segundo escrevi para o aniversário do blog dela, há mais ou menos 2 semanas atrás.
Nunca tive nada meu publicado ou divulgado, embora sempre tivesse vontade de escrever um livro...o tempo passou e hoje escrevo aqui...mas quem sabe, isso me dê uma força e a coragem que preciso pra escrever meu livro tão sonhado?
Cris, fica aqui, minha gratidão sem tamanho a você, pelo carinho, sensibilidade e aconchego que dá a todos que usufruem de sua amizade!
As fotos que você escolheu para os meus contos são de uma beleza indescritível. Conseguiram expressar e captar exatamente a minha essência.
Um graaaaande beijo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Eu Quero Uma Casa no Campo...




Serra da Mantiqueira - Vista de Penedo

Morei em Penedo, pequena cidade da Serra da Mantiqueira, também conhecida como Pequena Finlândia, por 2 anos, no ínicio dos anos 80.

Era casada há pouco mais de um ano e meu marido foi trabalhar como engenheiro na construção da Ferrovia do Aço. Me apaixonei pela linda colônia finlandesa, assim que a vi pela primeira vez, pois, coincidentemente, uma parte de minha lua de mel, foi passada lá.

Nunca poderia ter imaginado, na época, que um dia iria morar lá...mas assim foi.
Nossa primeira casa era bem pequenininha, um chalé. Um riacho passava nos fundos, onde tomávamos banho nas águas geladas e nos divertíamos nos finais de semana, com muitos amigos e parentes, indo e vindo, eu inclusive, pois ainda fazia faculdade no Rio, e só via meu marido nos finais de semana.
Depois nos mudamos para o pé da serra, láaaaaaa no alto. Nossa casa era bem grande, com lareira, piscina de água corrente e uma cachoeira deliciosa . Lá, descobri que estava grávida de minha filha, Thaís.
Vocês não podem imaginar como era a casa! Não que fosse luxuosa, era rústica, mas muito confortável e espaçosa...foi uma das épocas mais felizes da minha vida.
Eu, que sempre tinha sonhado com "uma casa no campo", tinha a minha, onde pude usufruir de todas as coisas maravilhosas que a vida no campo pode oferecer: fruta no pé, tatus, cachoeiras, muito frio (6 graus no inverno), lagartos, cobras, cheiro de verde, de lareira acesa, de pinheiro...
Todo mundo conhece aquela música do Zé Rodrix, imortalizada pela Elis:

          "Eu quero uma casa no campo,
Do tamanho ideal,
Pau a pique, sapê...
Onde eu possa plantar meus amigos,
meus discos,
meus livros,
e nada mais..."
Pois é...era isso...lá eu tinha tudo isso, e hoje reli um pequeno poema que escrevi lá, eis aqui, um trecho dele:

Quero encher meus ouvidos de silencio
E tapar meus olhos com verde
Quero deixar correr em minhas veias
A água limpa dos rios

Quero fazer transfusões de cor,
De música,
De calma.
Encharcar meus cabelos de vento,
Reconstruir meu eu,
Renascer de mim mesma,
Até que o perfume da grama se espalhe,
Cada vez que eu cantar.

Lá, criei minha filha por 2 anos, linda, corada, no meio do verde...
Em Penedo, percebi, como é vital pra mim, viver em contato com a natureza em estado bruto.
Hoje, Penedo não é mais a mesma do que há 26 anos atrás...suas ruas agora, estão asfaltadas, tem até shopping! Do Papai Noel, mas shopping.
Seus rios e cachoeiras, em sua maioria estão sujos...
O lugar onde morei está repleto de pousadas...
É o preço do progresso, eu sei, mas um preço um pouco caro demais...
Pra quem imaginou que seria pra sempre, como na música:

         "Eu quero carneiros e cabras
pastando solenes
no meu jardim
Eu quero o silencio
das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E um filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher
Com a mão, a pimenta e o sal..."
Restam as lembranças...E essas ah! essas, ninguém e nada, tira de nós....

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sementes Brotando...e Dando Flores

Ontem, mal abri meus emails, me deparei com um, da minha jovem amiga Mariana, que me comoveu muito, e ao mesmo tempo me deu uma felicidade incrível!
Ela me contou, que estava dentro do carro, num dia de calor horrível, quando de repente se pegou sorrindo ao olhar pros flamboyants em flor da avenida por onde passava...e que se lembrou de mim:
Nem preciso dizer que chorei igual criança, né?
Plantei uma sementinha, e isso está dando frutos, e, segundo ela, flores também....saber disso é bom demais!
Saber que de algum modo estou mudando a maneira de olhar pras coisas simples da vida, nem que seja de uma só pessoa, já me deixa feliz da vida!
E as amigas e amigos que tenho feito?
E o carinho que tenho trocado com tanta gente?
Isso, realmente não tem preço!
Recebi de duas amigas queridas, a Welze e a Vice, um presente que repasso a todos os meus fiéis amigos aqui do blog:
"A Amizade não se compra, se conquista!
A Amizade permanente não se compra, não se vende, não se ensina, não se aprende.
Nasce e morre com a gente."
E eu, ainda acrescento mais: Quanto mais se dá, mais se recebe, quanto mais se divide, mais se multiplica!
E, como eu disse pra Mariana, a gente pode até plantar a semente, mas ela só brota e floresce em terra boa!
Beijos a minhas amigas, terra e sementes da minha vida!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O Quarto dos Guardados

Comecei a remexer meu quarto dos guardados. Sabe, aquele porão escuro, onde guardamos as lembranças que incomodam, os sentimentos reprimidos, os textos não escritos, as frases não ditas?
É lá, no porão escuro, num canto qualquer do nosso pensamento, onde guardamos isso tudo... Algumas, guardamos pra sempre, outras por um tempo, até digerí-las...antropófagos das emoções, às vezes, vomitamos sentimentos em forma de poesia, às vezes, afugentando quem se aproxima, com palavras ásperas...Outras, engolindo em seco e canibalizando nosso eu mais profundo.
Ando visitando esse quarto, mais do que gostaria, ultimamente...
Dói...dói ver tanta coisa abandonada pelos cantos, algumas tão empoeiradas que já nem reconhecemos mais...outras, tão coloridas e vivas como quando as deixamos lá.
Revirar esse passado, olhar no espelho desbotado, ver que não somos mais aquela pessoa que largou tanta coisa pra trás, machuca...
Hoje sou outra, apesar de trazer comigo ainda, tanta coisa que reconheço como sendo minha...
Cadê aquele meu sonho?
Em que canto empoeirado está a minha juventude?
Em que fresta, em que brecha, se esconderam meus desejos?
Essa, hoje, sou eu, ou o que deixei que fizessem de mim?
O que Eu fiz de mim?
Cadê minha alegria de viver, meu sagrado, meu profano?
Cadê Eu?
Quando me perdi de mim mesma?
Em que gaveta deixei a vida que quis pra mim? Em que momento eu desisti?
Saio, mais uma vez...mas deixo a porta entreaberta...voltarei aqui outras vezes...O escuro desse quarto não me mete mais medo, a poeira já não me dá mais falta de ar...
Quem sabe, um dia, eu entre e não me perca, nunca mais, de mim?



Dedico esse post e um girassol, ao meu amigo Ricardo Calmon...ele sabe porque.
Beijos, Ricardo!


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Um Outro Dezembro...

Desenho de Norman Rockwell


Aproveito o silêncio da noite quente. Só eu estou acordada, com meus cachorros deitados à minha volta, respirando ruidosamente na quietude da casa...
Eu e meus pensamentos. Lembranças de um outro tempo, de outros dezembros...quando tudo me parecia tão mágico, tão possível, tão feliz...
Eu adorava o Natal, esperava ansiosa o dia em que meu pai buscava no porão do edifício onde morávamos, todas aquelas maravilhas cintilantes, guardadas em caixas de papelão, o ano inteiro
afastadas do meu olhar de criança: as lampadazinhas em formato de lanternas japonesas ou gordos papais noéis, as bolas coloridas, simples, se comparadas às de hoje, mas que pra mim, eram tão belas como as mais raras jóias de um tesouro, o cordão de lâmpadas em forma de castiçal que meu pai, meticulosamente, pendurava desde o alto da árvore, fazendo com que desse a volta em toda ela, pra que ficasse inteirinha iluminada...Como meu pai amava o Natal!
E eu, sua duende ajudante, prestimosa, carregando grandes caixas com bolas, ou as pequenas, com as figuras do presépio...cuidadosa, com medo de deixar cair e quebrar, tão preciosas relíquias que já existiam desde antes de eu nascer...
Me lembro de ver, depois, a árvore toda iluminada, de ficar parada olhando, com meus olhinhos de criança, sem pestanejar...como era linda a nossa árvore! Nunca tinha visto uma tão linda como a nossa! Nem era grande, mas pra mim, era do tamanho exato da minha felicidade....
O Natal estava chegando! ela parecia me dizer todos os dias...e, ao cair a noite, minha mãe a acendia e o pisca pisca piscando, as lanterninhas coloridas todas acesas, os barrigudos papais noéis pendurados, me faziam ficar horas olhando cada um, um diferente do outro...quanto encanto, quanta magia!
Um mês antes do Natal, meu pai plantava alpiste pra fazer o capinzinho onde ficava a manjedoura...nosso presépio era lindo, pois meu pai era muito habilidoso e fazia até um laguinho com patinhos minúsculos nadando...e uma estrela, com lâmpada azul e tudo!
E então, num dezembro, quando fui buscar com meu pai as minhas amadas caixas do Natal, ao pegá-las, meu pai viu que estavam úmidas. Cupins! Os cupins tinham comido o fundo de papelão!
As bolas, perderam toda a sua casca colorida, as lanternas, desbotadas, os fios devorados e da pobre árvore, nada tinha sobrado a não ser uns galhos sem folhas.... E o presépio? Dele sobrou muito pouco da tinta, acho que os malditos bichinhos tinham uma preferência toda especial por tinta de enfeites natalinos. Pouca coisa sobrou que tivesse alguma cor, mas acho que alguém deu uma pintada de leve depois, e aproveitou as figuras assim mesmo. O gesso das figuras, nuas, sem cor, despidas de sua aura de encantamento, foram um choque na minha credulidade.
Como chorei! Chorávamos eu e meu pai, sem acreditar no que estávamos vendo. Me lembro muito bem de meu pai olhando aquilo tudo, comprado com sacrifício há tantos anos e, desolado, chorar...Acho que foi a primeira e única vez que vi meu pai chorar...acho que ele chorava por ele e por mim...por minha decepção, minha tristeza, pois eu era seu duende ajudante, só eu, gostava tanto do Natal quanto ele...
Naquele ano, outra árvore foi comprada, mas as bolas usadas foram as que sobraram dos cupins... todas brancas, sem cor, desbotadas, com um ou outro resquício do vermelho ou azul original...ali entendi que meu pai não tinha dinheiro pra comprar tudo novo...Pelo menos, não tudo de uma vez...
Não éramos pobres, mas antigamente as coisas não eram fáceis pra quem tinha 3 filhos...
Então, tive que me contentar com minha árvore pobrinha, tão distante da beleza da "minha" árvore dos anos anteriores...cintilante, cheia de luz e cor...
Foi um dos episódios mais tristes da minha infância e, me marcou muito, pois sempre que me lembro da minha tristeza, e, principalmente da tristeza de meu pai, que, coitado, sabia que não poderia nos dar outra árvore como aquela, eu choro...
Depois cresci e nunca mais falamos sobre isso. Quando tinha 15 anos, meu pai morreu...
A vida passou, casei, tive meus filhos e sempre amei Natal, mas de uns anos pra cá, não sei o que acontece, vai chegando essa época, começo a ficar desanimada, não tenho mais paciência pra comprar presentes, e me obrigo a montar a árvore só pra que a tradição não se rompa.
Talvez, no dia em que tiver netos, volte a gostar de enfeitar a casa...
Mas, a decepção, a tristeza, a desesperança que esse episódio trouxe à minha vida de criança deixaram sua marca...talvez porque tenha sido a primeira vez em que fiquei cara a cara com o que nenhuma criança feliz conhece até se deparar com ela: o lado sem cor e sem brilho da vida.
Ali, conheci, sem saber o nome, o que nós, adultos, chamamos de desilusão.


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Uma Moça Mal Comportada


Atendendo ao convite da minha nova amiga do blog Bicha Fêmea , que está conclamando suas leitoras a fazer um balanço do que aprenderam como blogueiras, aqui vai o meu:


Vícios de Uma Moça Mal Comportada

Comecei como quem não quer nada...um pouquinho hoje, outro pouquinho no dia seguinte, e, de repente, virou vício...
Sim, minhas caras amigas, meus caríssimos amigos, estou viciada em escrever no blog...
Faltou luz?
Fico mal...
O computador não funciona?
Suor frio...
A dor nas costas me incomoda?
Sento de ladinho...
A filha quer usar o micro?
Fico mal humorada...
Juro que fico com síndrome de abstinência se não posso escrever...ando de um lado pro outro, procuro o que fazer, vou pro jardim com os cachorros, mas nada adianta...
Só preciso de uma teclada, uma tecladinha só...
Prometo a mim mesma que só hoje...vou ficar o dia todo sentada em frente a ele...
Mas é em vão....A quem estou enganando?
O negócio é que encontrei tanta gente bacana...outros nem tanto, mas foram poucos...thanks god!
Comecei escrevendo coisinhas, agora escrevo posts imensos...deve ter um monte de gente que fica com preguiça de ler, mas, não ligo, quero é escrever...
E eis aí, o segredo do meu vício...o que eu fazia com papel e tinta, há anos atrás, agora faço com uma simples teclada...
Baixa em mim o espírito de porco em alguns dias.
Em outros, sou uma dama...
Só sei que não sei de nada...quero aprender tudo...quero sorver carinho, cheirar afagos, queimar solidões...
E, falando nisso, e a solidão?
Não existe...sei que lá do outro lado, há alguém me lendo, alguém me entendendo, alguém que gostaria de dizer o que eu disse. Ou não.
Escrever sempre fez parte de mim, mas ficou sufocada, esquecida...
Hoje, posso dizer que redescobri em mim a essência do que sempre fui.
Mentiras sinceras?
Não, não me interessam...
Preciso desse alucinógeno, a verdade.
Preciso dela pra respirar, pra dormir, pra viver, enfim.
Preciso da tela em branco, preciso dessa linha invisível que me liga a gente com alma, lá do outro lado...
Preciso viajar todo dia através da escrita, entrando em mundos diferentes do meu, em outros, parecidos...lendo ideias diametralmente opostas às minhas ou universalmente iguais.
Meus vícios não são caros, nem difíceis de arranjar, mas pelo visto, vou me enredar pra sempre nessa overdose que é escrever sentimentos, opiniões, ideias, sem medo de falar bobagem, de cair em desgraça, de ser apontada na rua...
Viciada sim, ser verdadeira consigo mesma, vicia...





Podridão...

Charge de Ivan Cabral


Tenho adiado escrever sobre política, mas ficou impossível diante dos fatos que vem acontecendo nas nossas barbas...

"Ele" já está falando em terceiro mandato...e ninguém falou nada...
"Ele" agora, quer dar bolsa-celular aos 11 milhões de pessoas do bolsa-família...Celular!
O que, afinal de contas provocou o apagão? A verdade ainda não foi revelada... E porque estão escondendo a verdade?
Incompetência ou traços de ditadura?
"Ele" agora, quer aproximar a arrogante, antipática, sem carisma, detestável Dilma, das causas ambientais...
As provas do ENAD continham questões com óbvio cunho eleitoral, fazendo campanha para "ele".
E agora, a grande questão que tem me incomodado muito ultimamente, e que, finalmente, tem resposta: O filme sobre a vida "dele", que será lançado em pleno ano eleitoral, e já tem feito chorar a multidão de intelectualóides que já o viram ( o que então não fará o povão, quando vir, ein?)...das 14 empresas que financiaram o filme, quase todas, tem interesses no governo...
E 4 grandes empresas que bancaram 20% do filme, não querem aparecer...Por que será?

Cadê a oposição deste país?
Ninguém se manifesta...
Enquanto isso, Serra e Aécio dão cabeçadas às cegas...e a campanha "dele", vai a todo o vapor....
E a imprensa, o chamado quarto poder, que ainda denuncia alguma coisa, o faz timidamente...

O que ainda esperamos pra botar a boca no trombone?
Esperar que ele dê agora, o bolsa-cinema?
Ou a inauguração da nova igreja, da nova religião com mais adeptos do Brasil...A Igreja Universal "Lula, Filho do Brasil"?
Alguma coisa cheira a podre neste país...


terça-feira, 17 de novembro de 2009

O Que Te Faz Feliz? - Parte II

Jarra de flores site aqui

Tem alguém que não goste de flores?
Tem...já conheci duas...
Acho uma aberração alguém se dar esse direito, mas como diria minha mãe: o que é de gosto, regala a vida...
Eu amo flor...de todos os tipos, cores e formas...Qualquer uma, desde as espinhentas, até as mais delicadas...Tenho minhas preferências, lógico: hortências, girassóis, rosas amarelas, rosas cor de chá...
Mas sempre digo aqui em casa, me dêem muitas flores, agora, enquanto estou viva...depois que eu morrer, não precisa não...é desperdício de beleza...Quero é agora, enquanto estou aqui, nesse mundo, pra poder me extasiar e me encharcar de beleza.
Tela de John Singer Sargent

Não sou entendedora de arte, mas sinto...e acho que isso basta...Tem coisa mais bela que uma pintura que nos enche a alma de sentimentos bons?
Acho tão bom poder ver a beleza, que agradeço à vida, ter me feito assim, com meus olhos podendo ver e meu coração sabendo sentir...tem gente que passa a vida do lado do belo e não enxerga...não sente. Como é que pode?




Crianças e bichos...como me fazem feliz!
Bebês então...sou louca por eles...seu cheirinho, sua pele macia, seu balbuciar querendo falar...tem coisa mais fofa nesse mundo?

E bicho? Quanta lealdade, amor e dedicação...já postei sobre esse assunto antes...Amo meus bichos e qualquer animal da natureza.
Acho que o homem deveria aprender o que os bichos tem a nos ensinar.

Cerâmicas pintadas por moi


Minhas pinturas, apesar de ultimamente, ter pintado muito pouco, mas adoro!
Tenho muito mais coisas que me fazem feliz, mas por enquanto, vou ficar com essas.
Gostaria de fazer um convite: escrevam sobre o que faz cada um de vocês, meus amigos e amigas, FELIZ.
Espero as respostas ansiosamente.
Beijocas.






O Que Te Faz Feliz? Parte I

Hoje resolvi escrever sobre as coisas que fazem a gente feliz...
Quem lê meu blog, sabe que uma das coisas de que mais gosto é ler...gosto tanto, que leio dois ou três de cada vez...parce até maluquice, mas é que quando me canso de um, leio o outro, e aí volto pro primeiro, e assim vai...
Quando o livro é muito bom, varo a noite, a madrugada, até acabar...
Outras vezes, nem gosto muito, mas vou até o fim, pois sempre acho que deve dar pra salvar alguma coisa de bom. Muitas vezes, começo achando chato, mas depois engreno, e aí adoro...
Poucas, pouquíssimas vezes na minha vida, abandonei um livro sem ler até o fim.
Outra coisa que amo, e muita gente não gosta, é chuva...Ouvir o barulho da chuva, sentir o cheiro de terra molhada, olhar o morro em frente à minha casa com neblina...ai, que delícia de prazer...
Claro que adoro dias com sol, mas os dias de chuva, tem um mistério e um charme que me encantam...
Subir a serra com neblina...acho um must! Me sinto tão feliz quando isso acontece...me sinto sei lá, européia...
E o cheiro da serra com chuva? Doce, delicado...cheiro de pinheiro e de grama molhada...inebria a alma!
Dias com sol, só se for sem calor...não suporto mais sentir calor...acho que é a idade....

E amizade? Amizade é um negócio difícil de explicar...tem gente que tem uma sintonia imediata conosco, outros, que todos dizem ser maravilhosos e que não batem com a gente....
Vai explicar...Só sei que a cada dia me surpreendo mais com as pessoas, e tenho me surpreendido bem, isso é que é o melhor...porque eu andava meio cheia de gentes...andava preferindo a companhia dos meus bichos, mas esse blog tem me dado cada presente!
Presentão mesmo!
Eu, como vocês sabem, sou chegada a uma polêmica. Gosto mesmo de colocar o que penso e ver opiniões diversas, gente que concorda, que discorda...gosto de assuntos espinhosos...gosto de repensar as coisas da vida, mudar de opinião, pedir desculpas quando vejo que ultrapassei ou exagerei...ou não.
Peço desculpas, não tenho vergonha, mas também assumo o que falo, como vocês já devem ter visto.
Amo falar o que penso e esperar pelo resultado.

Esse selo foi uma delicadeza da minha amiga Soninha do blog www.bruxinhaalegre.blogspot.com
Ela teve o carinho de fazer esse selinho em minha homenagem!
Fofa! Beijo pra você, amigona!









Alerta : Perigo no Blog!

Gente, ontem recebi um comentário de um blog que acho que era vírus. Não guardei o nome, acho que era Essa Mulher, tinha alguma coisa e mulher escrito.
Quando entrei no perfil, pra responder, vi que tinha algo estranho, mas como quando a gente não faz maldade, não acredita que ninguém faça, eu, bobamente cliquei e apareceu um aviso de que aquele blog era pornográfico ou era vírus, e se eu queria abrir assim mesmo...cliquei no não, mas imediatamente entrou meu rastreador anti vírus.
Portanto, cuidado , deve ter muito blog falso por aí!
Se alguém com esse perfil: mulher, BR/USA, poetisa, falando um monte de palavras desconexas no perfil, é ele...não abram!


domingo, 15 de novembro de 2009

Uma Estória de Família


Meu marido com meus filhos.


Hoje foi um dia de alegria aqui em casa, pois minha cunhada-irmã Ana, seu marido e minha sobrinha querida Aninha, passaram o dia conosco.
Ficamos conversando sobre o almoço de Natal que fazemos aqui em casa todo ano, no início de dezembro, pois como a família é grande e cada um tem seus compromissos, a gente nunca se encontra no Natal. Então, fazemos antes uma bagunça gostosa com sobrinhos, sobrinhos-netos, cunhados e cunhadas...E, para meu marido, é um dos dias mais felizes do ano.
Mas hoje, de repente, olhei meu marido e tive um choque ao ver como está envelhecido e cheio de rugas...seu olhar, ao mesmo tempo feliz por estar com a irmã, mostrava o cansaço de quem tem batalhado pela vida incansavelmente, sem nunca reclamar ou se apiedar de si mesmo...
Meu marido é o caçula de 3 irmãos, e era muito apegado à seus avós maternos, com quem chegou a morar por 1 ano. Amava a avó, como a uma segunda mãe...pois bem, aos 17 anos, seus pais foram levar os avós em casa. Quando estavam quase chegando, o pai perdeu o controle do carro, bateu num poste e os 4 morreram.
De uma só vez, ele perdeu, os pais e os avós. Isso, num dia 13 de dezembro, pertinho do Natal.
Meus 2 cunhados já estavam casados e ele ficou morando uma época com a irmã, depois com o irmão, até se casar comigo, eu aos 20 anos, ele, aos 25.
Conheço meu marido há 35 anos, quando o conheci, ele era católico praticante, depois foi se interessando pelo espiritismo, até que se converteu e hoje ele é kardecista e frequenta o Ramatis, um centro, de linha oriental.
Ele respeita meu ateísmo e eu, sua fé incondicional.
Nunca, em nossa vida juntos eu vi meu marido se desesperar ou maldizer a vida, ou até reclamar...ele sempre me diz: cada um tem o que merece. Ou então: nada nessa vida é por acaso.
Seja para os filhos, ou para mim, ele sempre tem uma palavra de consolo, um conselho, uma mensagem de apaziguamento...Está sempre pronto a ajudar quem quer que seja... Enquanto que eu sou a agitada, a impulsiva, a que fala tudo o que pensa, ele é aquele que pensa tudo o que fala...
Não estou dizendo que ele não tem defeitos...ele os tem, como todo mundo...aliás, acho que como todo mundo não, pois ele tem menos defeitos do que a maioria das pessoas.
Mas, ao olhar pra ele hoje, e perceber como envelheceu nesses últimos anos, como tem sofrido pra fazer a família feliz, os filhos se formarem, fiquei pensando em como a vida às vezes é injusta.
Se ele lesse esse texto me diria que não, que temos tudo, que só nos faltam bens materiais para vivermos com tranquilidade, que o resto nós temos sim...
Em parte ele tem razão, mas fico pensando como ele merece mais...agora que já nos encaminhamos pro terço final de nossas vidas, vejo o sacrifício que foi construir o que temos, o pouco que usufruímos e o tanto que ele trabalha.
Ele é o homem que eu amo, é o pai dos meus filhos, mas é também meu herói, meu super homem. O homem com quem divido meus problemas e minhas alegrias desde os meus 17 anos.
Se esse deus que ele crê, existe mesmo, peço que lhe dê a paz e a tranquilidade que ele merece, nesse resto de vida que nos falta....afinal, se há alguém que mereça Paz, esse alguém, é ele.
Como podem ver, todo mundo tem estórias, cada ser humano, carrega um mundo, pra uns, o fardo é mais leve, para outros, mais pesado...
Essa é uma parte da minha estorinha...qualquer dia, conto a outra...

Dedico esse post ao meu marido, com todo o meu amor e minha admiração.


sábado, 14 de novembro de 2009

O Amansador de Burros


Ele se dizia "o amansador dos burros-homens da cidade que não tinham esclarecimento".
Alguns o consideravam um louco, outros um profeta...
Ele foi o Gentileza, figura conhecida no Rio, que deixou sua marca nas pilastras do Viaduto do Caju, através de seus pensamentos e frases. Vândalos, os tais burros dos quais ele falava, picharam todas as pilastras. Em maio de 2000, foram recuperadas e restauradas. Hoje, tombadas como patrimônio da cidade, são uma lição de amor ao próximo e tolerância.
Nem profeta, nem louco.
A lição que nos deixou foi, que a cada dia, estamos deixando de ser, menos bichos e mais humanos.




Hoje Eu Queria...

Estar aqui, na Praia dos Carneiros, em Tamandaré, Pernambuco...
ou aqui, em Pozzuoli, na Costa Amalfitana...

ou aqui, em Roma, na Fontana di Trevi...


ou aqui, em Lisboa...
Ou na lua...em qualquer lugar onde eu deixasse de pensar um pouco nas mazelas, na podridão, no atraso, no menino fumando crack, na menina se prostituíndo, no religioso que não perdoa, na fé cega que move as pessoas, na falta de discernimento, na repetição de velhos hábitos, na culpa ancestral que as religiões tentam nos incutir, no impacto que causamos cada vez que falamos a nossa verdade...
Que o retrocesso não se instale, que a ignorância não se espalhe, que a Idade das Trevas não retorne, que os bons resistam, que os maus sucumbam: seja no mármore do inferno, seja no covil das bestas, seja nas prisões eternas, seja na vastidão desolada de suas mentes retrógradas.
Hoje, eu queria esquecer que pertenço a esse planeta, a esse país, a essa cidade e mergulhar nas águas mornas da minha apaziguada consciência.



Genial!

Acabei de ver o primeiro episódio da segunda temporada de Ó Paí Ó da TV Globo.
Quem viu vai concordar comigo...foi genial!
Mostrou com humor e ótimo elenco as peripércias e dificuldades pelas quais passam os moradores pobres de um prédio, que na verdade é um cortiço, caindo aos pedaços do Pelourinho...dessa vez, vítimas do mau caráter (vivido por Matheus Nachtergaele) que nesse episódio "vira" pastor de uma igreja evangélica e tira dinheiro de todo o pessoal que vive lá no cortiço onde se passa a série.
É uma crítica mordaz às inúmeras "igrejas" evangélicas que pululam pelo país, a cada esquina, em cada birosca ou em suntuosas e enormes catedrais para tirar dinheiro dos desesperados e incautos em busca de salvação ou consolo.
Um diálogo do episódio, me impressionou muito, pois é exatamente o que acontece: o personagem de Lázaro Ramos, sempre genial em tudo o que faz, fala para a baiana que faz acarajé, e sua amiga, que o que interessa à essas igrejas é que o povo trabalhe bastante, não possa se divertir, pois é pecado...com isso, ganham mais, gastam menos e, consequentemente pagam mais dízimo aos pastores. Massa de manobra, dando seu dinheiro suado, para que as universais e renascer da vida proliferem, enriqueçam cada vez mais e continuem com sua lavagem cerebral em ritmo industrial.
Tomara que muita gente tenha visto e caído em si.
Fora manipulação, atraso, retrocesso! O programa de hoje foi uma paulada na hipocrisia.


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sessão Nostalgia

Topo Gigio


A Feiticeira

A Família Adams


Perdidos no Espaço
Quem foi criança e adolescente no final dos anos 60, início dos 70, conhece todo esse pessoal aí de cima.
Eu adorava esses programas...tinha muitos outros, mas hoje, vou falar sobre esses.
Topo Gigio era um ratinho italiano que virou uma febre...toda criança tinha que ter um bonequinho dele...ele era fofo mesmo, pois era um ratinho-criança....seu programa tinha tanta audiência, que passava no horário nobre!
E, a Feiticeira? Se eu contar pra vocês que virei publicitária por causa do James, o marido da Samantha, que era a feiticeira....eu achava o máximo as campanhas publicitárias que ele fazia e que o chefe dele, o Larry, o maior puxa saco dos clientes, sempre vetava...
Há uns anos atrás fizeram o filme para o cinema, mas não chegou nem nos pés da série, que era ingênua, mas muito inteligente. O filme era bobo e mudou a estória totalmente.
Aliás, seriados são o que os americanos sabem fazer como ninguém...
A Família Adams era uma série de humor negro inteligentíssima, que fazia uma crítica aos valores do american way of life...Competia com Os Monstros, mas eu gostava era da Família Adams...onde a mãe, cortava as rosas, jogava as flores fora e colocava na jarra, só os cabos espinhentos...o máximo!
E tinha também Perdidos no Espaço, que era em capítulos e sempre acabava em suspense...o Dr. Smith era um covardão e o robô, a melhor "pessoa" do filme...
Essa sessão nostalgia foi provocada por um comentário de uma amiga que li em outro blog....ela falava que viu um paninho riscado para bordar e ficou louca, pois lembrou de sua infância...
Isso também me fez lembrar da minha, quando minha mãe e minha avó compravam uns paninhos riscados numa senhora que os vendia na feira...isso mesmo, na feira livre!
E, foi aí, que peguei o gosto por trabalhos manuais...tinha minha cestinha de vime com agulhas, linhas para bordar, tesourinha...eu devia ter uns 8 ou 9 anos, não sei bem...só sei que era bem pequena...bordava e dava de presente para a minha madrinha...imaginem só as belezas que deviam ser...mas minha dinda, que era louca por mim e não tinha filhos, recebia aquela belezura como se fosse a coisa mais linda do mundo!
Ai como é bom lembrar disso tudo....taí, mergulhei no passado e eis-me aqui, um pouquinho saudosa, mas não melancólica, prontinha pro presente e mais ainda pro futuro!
Dedico esse post de hoje à Silvana, que me trouxe essas doces recordações e à Maria Lúcia, pra selar de vez, nossa paz!
Beijos pras duas!








Aniversário de Blog Amigo!

A amiga Cris França, do www.cantosdecontarcontos.blogspot.com está comemorando hoje um ano de blog!
E me deu esse selo lindo de agradecimento e comemoração.
Amei, é lindo demais!
Desejo a você Cris, que seu blog te traga amizades verdadeiras, encontros com gente do bem e que você continue nos presenteando, sempre, com sua doçura, alegria e estórias encantadoras.
Grande beijo, amiga!



quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Carta Aberta A Uma Amiga de Blog

Devido a um comentário que recebi, resolvi mudar o assunto sobre o qual eu iria falar hoje e responder à Maria Lúcia, do blog http://www.asasdaimaginacaobyml.blogspot.com/
Não vou mentir: meu post foi dirigido a você também, pois você me "inspirou" ao falar em apocalipse...mas não foi só a você...foi a todo mundo que faz da religião um lugar comum tão cheio de frases feitas, repetidas, cansativas e, que no fundo, querem mesmo é catequizar quem não segue as mesmas formas de pensamento.
Não quis, com isso, ofender ninguém...quis apenas falar o que eu penso sobre isso, como isso incomoda, não só a mim, mas a várias pessoas, a maioria delas, professando alguma religião, mas também incomodadas pelo excesso, pelo exagero, na profissão da fé de algumas pessoas.
Tenho amigas e amigos das mais variadas religiões: judeus, católicos, protestantes, budistas e até um marido espírita...convivo muitíssimo bem com eles e sou casada com o mesmo homem há 32 anos. Eu, respeitando a fé dele e ele, a minha descrença absoluta.
Respeito a fé de todo mundo. Só, que aqui, no meu espaço, me sinto no direito e com liberdade total para falar sobre o que penso sobre tudo...se eu quiser falar sobre sexo anal, pastores que roubam seus fiéis, padres pedófilos ou o sexo dos anjos, vou falar sim.
Respeito sua maneira de pensar, mas tenho o direito de não gostar de certas ideias, que pra mim, são chatas.
Quero refutar alguns dos pontos em que você tocou:

#A bíblia, foi escrita durante 1.600 anos, por mais de 40 pessoas diferentes.
#Os manuscritos mais antigos, datam dos séculos III e IV depois de Cristo...portanto foram escritos de 300 a 400 anos DEPOIS da sua morte. Será que são dignos de confiança? Como é que fatos escritos 400 anos depois do que aconteceram podem ser realmente verídicos?
#O Concílio de Nicéia em 325 D.C., censurou, assim como vários outros concílios depois desse, várias partes da bíblia...ou seja, só constava o que interessava à Igreja Católica na época.
E é assim até hoje...
# O Concílio de Nicéia lançou os alicerces do anti-semitismo , proibindo os cristãos de celebrar a Páscoa com os judeus e mesmo de receber presentes ou comer o pão juntamente com eles.
Isso é amor ao próximo?
Estariam aí também, as raízes da origem da "superioridade da raça ariana" usada pelos nazistas de Hitler.
Bem, esse post teria que continuar ad eternum para enumerar todas as barbaridades e atrocidades cometidas através dos tempos em nome da religião.
Todas as guerras do mundo foram e são, ainda, causadas pela religião.
Sem as religiões, tenho certeza, o mundo seria um lugar bem melhor pra se viver.
Mas, Maria Lúcia, se você leu até aqui, quero fazer as pazes com você...não deixemos que, mais uma vez, a religião atrapalhe uma relação que começou tão bem!
Façamos a paz, troquemos de bem...e respeitemos, cada uma de nós, a liberdade e o livre pensar.
Um beijo,




quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Para Thaís



Descobri há alguns dias esse trecho da Ópera Thaïs, de Massenet, tocada lindamente por Sarah Chang e a Filarmônica de Berlim, regida por ninguém menos que o grande Plácido Domingo.

Se chama Meditation from Thaïs.

Vocês já devem ter ouvido, assim como eu já tinha, mas não sabia o nome...e por ter o nome da minha filha, me deixou emocionadíssima quando a ouvi.

Agora mesmo, acabei de ouvir novamente e me arrepiou até à alma.

Eis aí mais um deus das pequenas coisas...e ele mora na música, na minha possibilidade de ouvir, na minha sensibilidade para sentir, no meu choro de emoção...o deus das pequenas coisas mora em mim, sou eu, são vocês que ouvirão essa maravilha e se emocionarão como eu...tentar explicar isso é bobagem, tentar falar da magia desse momento é besteira e, tentar teorizar sobre o sentimento, é inútil: querer dar um nome a isso, a esse arrepio que vem da medula, a essa paz que inunda a alma, não leva a nada. Basta sentir...


Esse é meu presente aos meus amigos e amigas hoje. E é meu presente para a minha Thaís...

Deixem-se invadir....

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Metralhadora Giratória...Respeito às Diferenças

Oi gente, lá vou eu me sincericidar novamente, mas tem umas coisas que, sinto muito, não dá para aguentar...

Coisas Que Não Suporto:

*Que venham tentar me catequizar para alguma religião, seja ela QUAL for!
Cada um tem o direito, e tem que ser respeitado, de acreditar no que quiser.
Ou de não acreditar em nada.
Ou de acreditar em tudo!

*Nenhuma religião é melhor ou pior que as outras...
Tem gente que acha que o seu deus é melhor e muito mais legal que o deus do vizinho, só porque a religião dele não é a sua.

*Por favor, não metam deus em cada espirro, em cada dor no dedão do pé. Não tem coisa que irrite mais, do que algumas pessoas, pra quem a religião é vírgula...Não falam sobre nenhum assunto em que não metam o deus delas no meio.
Há coisas sérias demais, graves demais acontecendo no mundo, pra botar a culpa em deus, ou deixar pra ele resolver...assim é muito cômodo, assim, tudo o que acontece só cabe a esse pobre coitado resolver.
Nós somos responsáveis pelo que fazemos, sobre quem somos, sobre a vida que a gente escolheu pra viver. Se tem quem acredite que existe um deus que olha por elas, as ajuda e ampara, ótimo, acho uma maravilha! Mas dizer que o mundo nasceu de Adão e Eva e que o apocalipse virá resolver as questões que o homem criou...isso é um pouco demais pra mim...

*Odeio quem se acha dono da verdade. Detesto quem tem preconceitos disfarçados...acha que homossexualismo é doença, e que tem cura, trata os mais humildes com grosseria, humilha os subalternos, maltrata os mais fracos e, no entanto, confessa, comunga, vai a centro espírita ou bate no peito se dizendo crente.

*Não suporto mentiras, nem gente falsa, nem quem tenta me fazer de boba.


Coisas Que Eu Amo:

*Gente inteligente, que argumenta com lucidez, que mostra suas ideias com clareza e que não mete religião em tudo quanto é assunto. Há certas questões que não tem NADA a ver com crenças. E tem pessoas com tal poder de convencimento, que fazem a gente mudar de ideia sem nem precisar argumentar muito...

*Gente como meu marido, que é espírita kardecista, mas fica na dele, não fica falando aos quatro ventos em que acredita ou deixa de acreditar, mas que, principalmente, faz da sua vida um exemplo de solidariedade, compreensão e aceitação do outro...alguém que, no dia a dia, tem sempre uma palavra de amparo, de consolo, e que está sempre pronto pra ajudar o próximo. Em suma, alguém que pratica a sua religião, sem precisar ficar falando em deus.

*Quem fala a verdade...na hora, pode doer um pouco, mas é muito melhor do que ser enganado.

*Gente que pensa com a sua cabeça, que pára, analisa, repensa e chega a uma conclusão SUA, sem ficar repetindo igual a papagaio, coisas sobre as quais nem pensou direito, apenas aceitou, só porque outras pessoas acham que é assim.

*Quem joga aberto, não tem cartas na manga e se mostra transparente o tempo todo.

*Gente que respeita as diferenças, as escolhas, as crenças e a falta de crenças dos outros.

*Animais e cachorros em geral, amo todos os bichos e, hoje posso dizer sem nenhuma vergonha: tenho mais pena de bicho que de gente. (excessão para idosos que foram boas pessoas a vida toda e criancinhas). Porque essa estória de "coitado do velhinho" só porque é velhinho, não cola pra mim, pois quem foi fdp a vida toda, vai ser fdp velhinho também.

*Amo flores, natureza, grama molhada, cheiro de chuva, minha cama quando volto pra casa, minha casa todos os dias, meus filhos, meu marido, meus cachorros, meus micos, meus amigos verdadeiros.

*Fico louca de felicidade quando posso ajudar alguém ou alguma entidade séria, seja com dinheiro ou divulgação.

*Amo poder dizer tudo o que penso aqui no blog. Adoro poder dizer besteira, falar abobrinhas e coisas sérias, me abrir, ser o mais verdadeira possível.

*Adoro meus livros, adoro viajar, estudar a história dos povos e dos lugares por onde ando.

*E, procuro sempre, respeitar quem me lê, quem me segue, admiro demais minhas amigas blogueiras, cada uma com sua estória pessoal, sua estória de vida. Todas guerreiras, todas vencedoras da batalha diária que é criar uma família, mantê-la unida, criar filhos, muitas, trabalhando fora, trabalhando dentro, umas com mais facilidades, outras com dificuldades, tendo disposição pra cuidar da casa, pra fazer amor com o marido, estar sempre bem cuidada e ainda achar tempo pra vir sempre aqui, tomar café com bolo comigo.
Comigo! Essa louca, complicada, sincera demais, verdadeira demais, sincericida que vos escreve, mas sempre disposta a ouvir quem precisa falar, a dar um afago em quem necessita carinho, às vezes metendo os pés pelas mãos, às vezes egoísta sim, às vezes narcisista também, cheia de defeitos, mas também, muito disposta a receber de braços abertos, quem me aceitar, desse jeito, gauche como sou, como amiga verdadeira.

Escrevi tanto, que estou com a boca seca, juro...ops...sou atéia....
Da sua,




segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Tristes Trópicos...A Amazônia Perto do Fim

Milhares de troncos de madeira ilegal no Rio Amazonas
Araras da Amazônia - até quando?




Área desmatada



Infelizmente tenho que parafrasear Levy-Strauss, morto aos 100 anos, semana passada, para falar de uma notícia lida no jornal de ontem...

A Amazônia já tem 18% de sua área desmatada e, cerca de 12%, em processo de degradação...

O climatologista Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, junto com seus alunos, tem escrito e publicado estudos sobre o tema, em várias revistas científicas do exterior.
Seu último estudo conclui que o limite de desmatamento da floresta é de 40%.

Acima disso, há o que os cientistas chamam de "tipping point", o ponto a partir do qual a floresta começa a morrer.
A partir desse ponto, do qual, perigosamente, estamos nos aproximando, a floresta perde a sua capacidade de regeneração, fica mais suscetível às queimadas e às secas, enfim, com essa devastação, o clima mudará permanentemente, e a floresta amazônica, tal como a conhecemos hoje, começará a morrer...

Como no Brasil, geralmente, os governantes, pensam no que mais lhes convém, no que lhes dá mais votos ou visibilidade junto às massas, não há muita esperança de que algo seja feito ou alguma decisão positiva seja tomada, já que a mentalidade vigente é pensar no imediato e não no futuro.

Pensa-se pequeno no Brasil desde os tempos do descobrimento. Cada um que use o país e suas riquezas em benefício próprio, tanto faz se é ouro, pau brasil ou pasto para a boiada.

Sempre fomos explorados, seja pelos colonizadores, seja por quem detém o poder no país. Mas, ao mesmo tempo, somos submissos com os poderosos e arrogantes com os mais fracos. Esse é o país das "carteiradas", do "sabe com quem está falando". Que herança fatídica é essa, que genética nos fez desse jeito? Será que seremos sempre assim, até o fim dos tempos?

O coletivo, o que traz benefícios a todos, isso não interessa...Farinha pouca, meu pirão primeiro!

Viram o que foi flagrado na Câmara dos Deputados na quinta feira? Os excelentíssimos, eleitos pelo povo, vão à Câmara, assinam presença e vão embora, pegar os aviões para seus estados e cidades, pouco se lixando para quem os elegeu, pois para eles, toda semana tem feriadão, todo fim de semana, começa na quinta feira. Se houvesse votação para aumentar seus salários, aí, sim, ficariam até domingo, se preciso fosse...

Tristes trópicos...triste Brasil e triste Amazônia...já que não fazemos nada, já que nós, sempre os coitadinhos, não sabemos votar, não sabemos gritar, somos sempre as vítimas, "exploradas" pelos mais fortes, mas sempre dando "um jeitinho" de também burlar a lei, de dar propina pro guarda, de avisar pros amigos pelo twiter onde tem blitz, de avançar o sinal, parar em fila dupla...Sempre com a desculpa: todo mundo faz...brasileiro é assim...
Venho hoje, gritar bem alto no meu blog: Que pelo menos o Mundo Inteiro saiba disso...quem puder, que solte essa notícia aos quatro ventos, que não se cale diante do assassinato da floresta!

Esse crime tem proporções gigantescas e não atingirá somente a nós, brasileiros, mas a toda a humanidade, à vida e ao planeta.
*esse post foi inspirado e baseado em matéria de Míriam Leitão do Jornal O Globo.